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Edifício Comercial


Edifício Comercial | São Paulo / SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PRANCHAS


Projeto - Edifício Guaicurus
Edificação para múltiplos usos

O Cliente
Um modelo de abertura comercial implantado por algumas instituições bancárias da cidade, segue oferecendo novas oportunidades para empresários, investidores privados, e consequentemente aos profissionais da área de arquitetura e urbanismo, engenharia, técnicos, entre outros profissionais. Oportunidades de serviços que eram executados quase exclusivamente pelos departamentos técnicos das próprias instituições, que ao longo dos anos reduziram consideravelmente seus departamentos técnicos de projetos e obras, passando assim, a trabalhar apenas como órgãos gestores e de fiscalização dos empreendimentos, dando oportunidade aos investidores privados para que possam investir neste segmento.
O processo chamado de "turnkey" chegou a estas instituições que encomendam ao investidor desde a compra do terreno a própria construção.
Empresas privadas - "os investidores" contratam os profissionais técnicos adequados a cada empreendimento, seguindo todas as especificações e normas impostas por estas instituições, entregando as edificações prontas ao uso solicitado, seja ele: Atendimento ao cliente, Administrativo ou institucional.

O Programa de necessidades
Mesmo com planejamento e projeto adequado às instituições bancárias, a edificação foi idealizada para atender diversos tipos de empresas, sempre ligadas à prestação de serviços ou comércio varejista em geral, como por exemplo: Telefonia, Consultoria, Redes especializadas em vestuários, entre outras.
O desafio foi projetar um edifício que pudesse atender diferentes segmentos e áreas de serviços, e que se adaptasse facilmente a uma possível mudança de uso com pequenas alterações internas de layout, paredes de gesso, comunicação visual, dentre outras, sem a necessidade de grandes intervenções físicas na edificação que normalmente geram altos custos as empresas locatárias.
A principal exigência do programa de necessidades foi priorizar a funcionalidade do edifício, possibilitando diferentes tipos de mutações físicas de pequeno impacto conforme citado acima.

Síntese do programa básico:
1. Lajes livres, preparadas para atender diferentes tipos de serviços.
2. Acesso a portadores de deficiência física, atendendo norma NBR 9050.
3. Estacionamentos que pudessem atender diferentes necessidades físicas e consequentemente os diversos horários de funcionamento do edifício.
4. Acesso principal - Pedestres Usuários - Foyer - isolando o pavimento subsolo dos demais, atendendo normas de segurança patrimonial.
5. Sanitários adaptados a portadores de deficiência física em todos os pavimentos.
6. Copa/DML/Depósito.
7. Elevador servindo todos os pavimentos, podendo ser isolado no pavimento subsolo.
8. Shafts e Cabines de ar condicionado individuais para cada pavimento e uma central.
9. Escadas privativas e escadas de acesso ao público a todos os pavimentos.

O Entorno e o Terreno
O entorno é marcado por características fabris de grandes lotes, já não mais ocupados por antigas indústrias ou moradores, oferecendo aos investidores, especuladores imobiliários ou grandes incorporadoras um ótimo potencial para o inicio da revitalização (ou "degradação") da área. Neste momento, a região está em plena transformação, privilegiando o uso comercial e de prestação de serviços.
Parte do entorno é constituída por galpões industriais. Alguns já revitalizados, como é o caso da Estação Ciência da USP, localizada ao lado da Estação Terminal de ônibus e trens da Lapa - São Paulo.
A área apresenta pontos isolados de reestruturação, principalmente próximo à estação Lapa, além de trechos lindeiros à Rua Guaicurus e suas perpendiculares.
Edificações importantes compõem sua vizinhança: o Mercado Municipal da Lapa, a Estação Terminal de Ônibus - Lapa, recentemente revitalizada. O local é caracterizado pela grande circulação de pedestres, sendo que a maior parte é proveniente da Estação de Trens.
O terreno possui frente para duas vias: Rua Guaicurus com Rua Scipião, apresentando 1.122,00m2 de área.
Para a realização da obra, foram demolidos diversos imóveis em má conservação que existiam sobre a área. Sua topografia se limitava ao nível da rua, um antigo aterro de aproximadamente 3,50m que facilitou muito a escavação do subsolo.

O Projeto | Partido Arquitetônico
O Partido Arquitetônico se desenvolveu por dois elementos essenciais à ocupação do terreno: a legislação vigente e a geometria do sítio. Esta combinação de fatores funcionou como elemento estruturador do projeto, regendo áreas para composição dos volumes, adequação de equipamentos, fluxos e sua setorização.
Na prática, isso resultou em formas prismáticas com diferentes dimensões que se encaixam a partir de um mesmo nível, sendo que duas delas elevadas 1,00m acima do nível da rua, reduzindo o volume de escavação do subsolo, delimitando áreas e setores específicos.
Na conexão entre os dois principais volumes, ou seja, entre as lajes livres e o acesso principal - Foyer, formou-se um novo volume, destinado à área de circulação de visitantes, escadas, elevador e área técnica, além da concentração de equipamentos de ar condicionado e máquinas, extremamente necessários para este tipo de edificação. Este volume é executado em estrutura metálica sobre alvenaria convencional e será revestido com chapas de aço patinavél.

Descrição:
* Volume 1 (Principal) com maior dimensão - Lajes livres: Três lajes livres propiciam flexibilidade a futuros ocupantes, podendo haver o remanejamento do espaço de maneira a adequá-lo ao serviço ou atividade de interesse.
* Volume 2 (Secundário) - Foyer, Acessos, Controles, Sanitários, Copas, Apoio e Escadas: Área de acesso, recepção e controle, valorizadas pelo grande pano de vidro, levando iluminação natural para dentro do edifício. Um destes níveis que compõem o volume é servido de área privativa destinada a funcionários como: Sanitários, Copas, Depósito, DML.
* Volume 3 (Terciário) Prisma de Aço - Área Técnica - Ar Condicionado, Circulação vertical destinada ao público: Área que concentra a principal circulação vertical do prédio destinada ao público, como também escada de acesso do subsolo para o pavimento térreo, do pavimento térreo para o 1º. Pavimento. Dotado de um compartimento destinado exclusivamente a equipamentos técnicos como: quadros elétricos e ar-condicionado.
O subsolo é resultante da projeção do edifício, respeitando a legislação vigente. Pavimento este que suporta a demanda básica de vagas dos usuários do edifício e possíveis visitantes.
O edifício atende às normas básicas de acessibilidade, abrindo parte do lote para os pedestres e transeuntes da região.

Ficha Técnica:
Titulo da Obra: Edifício para Múltiplos Usos - Guaicurus
Local: São Paulo
Categoria: Obra Construída
Data do início do Projeto: Junho 2006
Data da conclusão da obra: Dezembro 2007
Área do terreno: 1.122 m2
Área Construída: 2.000 m2
Arquitetura:
Autor | Arquiteto Resp: Emerson Hungaro (Autor) ; Adriana Ferrari; Rogério Valente (co-autores).
Cliente: T.M.L.M Investimento Imobiliário Ltda.
Construtor: Engenheiro Marc El Khouri
Resp. Técnico Obra: Engenheiro Marc El Khouri
Proj. de Instalações: Monofase Serv. Elétricos Ltda - Eng. Molina
Proj. de Estruturas: C. Strufaldi - Eng. Claudionor e Pedro Strufaldi
Sondagens: Engesonda Eng. De Solos e Fundações Ltda.
Assessoria bancária: Equipe de projetos CEF - Caixa Economica Federal
Fotos: Arq. Erick A. Tonin e b2h Arquitetos


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